| Calibrando a agressividade com sistemas de zonas. |
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Christian Kruel Para ajustar sua estratégia a cada jogada em MTTs é fundamental que você tenha noção do número de big blinds. No Volume 2 do livro “Harrington no Hold’em”, o autor cria o sistema de zonas. Esse sistema se baseia na relação entre quantidade de fichas que temos sobre a soma dos blinds e antes. E ao resultado dessa divisão, Harrington chamou de “M”. Ele serve como parâmetro para calibrarmos nossa agressividade. Em cada zona estratégica, dependendo do seu M, você deve ajustar seu jogo para não se arriscar à toa ou agir antes que os blinds o engulam. Sempre é bom vermos um exemplo. Vamos a ele: Se você tem 50.000 fichas e os blinds + antes somam 2.500, seu M no momento é igual a 20 (50.000/2.500). E Harrington nos alerta para a importância de sabermos o nosso “M” o tempo todo durante um torneio. Ele dividiu as zonas em cinco: verde (M > 20), amarela (20 > M > 10), laranja (10 > M > 6), vermelha (5 > M > 1) e zona da morte (1 > M > 0), sendo a verde a de maior amplitude, em que se pode ter paciência e jogar o seu melhor jogo sem pressa, preocupado apenas em proteger suas fichas; e a chamada “zona da morte” sendo a mais apertada, em que realmente quaisquer duas cartas vão ser sua estratégia para dar “all-in”. À medida em que seu M decresce, deve-se tentar jogar uma quantidade cada vez maior de mãos e aceitar correr riscos maiores. E quando se está perto da zona vermelha ou da zona de morte, o mais correto é esperar o momento certo e entrar de all in, pois qualquer quantia que se aposte já se estará comprometido com o pote. Outra dica é que se deve tomar cuidado com o excesso de conservadorismo nas zonas intermediárias. Além das suas fichas serem levadas pelos blinds e antes, quanto mais se espera por uma mão extremamente forte, no momento em que ela vem, ela pode acabar se tornando pouco lucrativa. Afinal, mesmo que você dobre ou triplique, dificilmente sua zona mudará ou melhorará muito sua quantidade de fichas, uma vez que a espera foi tão prolongada que lhe deixou short stack. Nesta situação dobrar ou triplicar o stack apenas alivia uma situação ainda dramática. Toda essa classificação foi pensada bem ao estilo “Harrington”, principalmente no que diz respeito à postura que ele sugere para a zona verde. Digo isso porque, no meu caso em particular, procuro misturar meu estilo de jogo nessa zona e, dependendo da mesa em que me encontrar, tendo a jogar bem loose-agressive, procurando ditar o ritmo, mas sem exageros ou falta de lógica na agressividade. Harrington mostra exemplos práticos o tempo todo e ainda dá dicas de que mãos jogar em determinadas zonas de risco. Esta série é um clássico de leitura obrigatória para todos que desejam levar o poker a sério e de maneira lucrativa. Extremamente útil para jogadores que gostam de sit-and-go, especialmente multi-tables.
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